á o personagem Waldick Soriano, recuperando-se de cirurgia, não apareceu. Em compensação, havia vários clones, ou covers, de Waldick pela platéia, com o indefectível terno preto, óculos escuros e chapelão de caubói.
O documentário explica como Waldick se inspirou para criar a indumentária típica. "Eu era fã daquele caubói do cinema, o Durango Kid, e quis criar um layout igual. Como não podia usar máscara, botei óculos escuros, que uso de dia ou de noite." Mais de noite que de dia, diga-se, pois boa parte da vida de Waldick foi noturna, nos shows, cabarés, bares de classe e botequins de quinta, aquele tipo de boêmia romântica, regada a muita birita, amores fugazes e música de dor-de-cotovelo. "Música romântica", ele prefere chamar. E não se incomoda que o chamem de 'brega'. "Já me chamaram de cafona; hoje é brega. Mas, no fundo, sou apenas romântico."
É com sensibilidade feminina, e muito respeito pelo personagem, que Patrícia consegue extrair camadas interessantes dessa vida. Waldick foi farrista, mulherengo (14 esposas 'oficiais'), mas terminou sozinho, dizendo que não encontra ninguém que possa dizer a ele: "Estou contigo." Há boa dose de melancolia nesse filme, às vezes tão engraçado quanto triste. As informações são do Jornal da Tarde |